Na inauguração, reitora Márcia Abrahão anunciou futuro investimento em recuperação de estruturas da BCE.
A Biblioteca Central (BCE) da Universidade de Brasília foi inaugurada oficialmente em 1973. Entretanto, os estudos de automação tiveram início em 1967. Segundo os relatórios de atividades da época, propostas de desenvolvimento em cada setor da biblioteca eram discutidas, mas nunca levadas á frente de fato.
Após sua instalação definitiva no prédio próximo à reitoria, a biblioteca constituiu a Comissão Consultiva da BCE (nº 031/78, de 15/8/78) focada em desenvolver um sistema de automação para simplificar os processos internos. Durante a década de 80, o Sistema Automatizado de Controle Bibliográfico da Biblioteca Central da UnB (BCE 020) foi criado. O sistema foi responsável por incluir o uso de computador para gerenciar a aquisição, o processamento técnico e melhorar o controle do acervo. Sendo assim, apenas a consulta do catálogo era realizada de forma não automatizada. Esse sistema permaneceu sendo usado até a década de 90, quando foi trocado pelo sistema Thesaurus e foi considerado um precursor na automação do controle bibliográfico.
Atualmente, a Biblioteca Central utiliza um novo sistema de radiofrequência (RFID) que permite o controle do acervo. A tecnologia permite a identificação instantânea dos itens do acervo via sinal de rádio e consiste apenas em aproximar o material catalogado pela BCE na máquina para haver reconhecimento e facilitar o processo para o usuário e os funcionários.
Lembrando que, antes dessa automatização, o processo era feito por um método magnético, onde o empréstimo exigia um procedimento manual de desmagnetização dos livros escolhidos pelo usuário. Sem esse processo, um alerta era acionado em qualquer uma das saídas do prédio.
Já com esse novo sistema de radiofrequência, o usuário consegue colocar vários livros de uma única vez, um em cima do outro, para que o scanner leia todos de uma vez. Mas, não apenas isso, a devolução funciona da mesma forma, evitando que o usuário coloque um livro por vez.
Além disso, também contém um armário inteligente, onde o usuário pode reservar um determinado item no Pergamum (Sistema digital) e retirá-lo por conta própria. O scanner de autoatendimento tem o objetivo de digitalizar os documentos que o usuário necessita, e o sistema de autodevolução de livros possibilita que as obras sejam devolvidas de forma rápida. O sistema adotado pela Biblioteca Central da UnB permite agilidade nos processos administrativos dentro da biblioteca e gera autonomia para alunos, docentes e usuários de fora.
A BCE não apenas melhorou o ambiente da biblioteca com a praticidade, mas melhorou a qualidade do atendimento com essa automação.
📍 Referências bibliográficas:
ARAÚJO, Juliana Baptistone de. A automação da Biblioteca Central da Universidade de Brasília: uma mudança de paradigmas e rotinas de trabalho (1967-1999). 2014. 79 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Biblioteconomia) - Universidade de Brasilia, Brasilia, 2014. Disponível em: https://bdm.unb.br/bitstream/10483/8633/1/2014_JulianaBaptistonedeAraujo.pdf
GOMES, Henrique. BCE inaugura sistema de automação de processos. UnB Notícias, 2020. Disponível em: https://noticias.unb.br/76-institucional/4307-bce-inaugura-novo-sistema-de-emprestimos-e-devolucao. Acesso em: 15 jun. 2026
Autoatendimento e LAD. BCE/UnB. Disponível em: https://bce.unb.br/autosservico/. Acesso em: 15 jun. 2026
DANTAS, Jefferson Higino. Gestão da informação digital na Biblioteca central da Universidade de Brasília: relato de experiência. Repositório - FEBAB. Disponível em: http://repositorio.febab.org.br/items/show/4277. Acesso em: 15 jun. 2026
COELHO, Cybele Villares; WERNECK, Antonio Pinho. Sistema automatizado de controle bibliográfico da Biblioteca Central da UnB- BCE 020 (Simpósio sobre Automação de Serviços Bibliotecários) (Resumo). Repositório - FEBAB. Disponível em: http://repositorio.febab.org.br/items/show/3496. Acesso em: 15 jun. 2026


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